A Aegea reconhece que os desafios climáticos representam um dos maiores riscos globais para o futuro do saneamento e, ao mesmo tempo, uma oportunidade para gerar valor sustentável. Por isso, a companhia estrutura sua governança climática em níveis estratégicos e operacionais, assegurando que a gestão de riscos e oportunidades relacionados às mudanças do clima esteja integrada à sua estratégia de negócios. Esse modelo fortalece a resiliência organizacional, amplia a transparência perante investidores e stakeholders e mantém a empresa alinhada às melhores práticas internacionais, como as recomendações da TCFD.
Governança Climática e Gestão de Riscos Climáticos
O Comitê ESG conduz a agenda ambiental, social e de governança da Aegea, definindo prioridades e metas corporativas a partir de um roadmap estratégico ESG e de um plano de trabalho de longo prazo. Entre suas atribuições estão a coordenação dos processos de rating ESG e a obtenção de certificações independentes. Formado por oito membros executivos — incluindo o CEO e o CFO —, atua em sinergia com o Conselho de Administração, que supervisiona a gestão dos impactos ESG por meio de reuniões periódicas e da interação com comitês especializados, como o Comitê de Auditoria, Riscos e Compliance, além das Diretorias Executivas de Engenharia e Sustentabilidade, responsáveis por analisar e apresentar riscos e oportunidades relacionados ao tema.
As questões climáticas são tratadas pelo Conselho em reuniões com periodicidade inferior a um ano. Em nível executivo, a Diretora de Sustentabilidade coordena a gestão das iniciativas climáticas, integrando-as à estratégia corporativa e às operações, de forma a garantir alinhamento com compromissos públicos e exigências regulatórias.
A energia elétrica é um dos principais recursos utilizado na produção e distribuição de água e no tratamento de esgoto. Por isso a importância da eficiência no uso de recursos energéticos. A Companhia oferece incentivos vinculados à gestão climática por meio de remuneração variável atrelada ao cumprimento de metas.
Começando a nível de vice-presidentes das regionais, os executivos contam com meta atrelada ao avanço da cobertura de esgoto em todas as unidades da Aegea.
Considerando a área de Engenharia, os executivos até nível de Diretoria possuem metas atreladas à remuneração variável relacionadas à Eficiência Energética. O KPI de acompanhamento desta meta é o Consumo Específico de Energia, que mensura a quantidade de energia elétrica consumida pelas unidades de produção e distribuição de água e de coleta e tratamento de esgoto, em kWh, em relação à soma dos volumes de água produzida e de esgoto tratado, em metros cúbicos (m³). Anualmente, o indicador é auditado e reportado publicamente nos Relatórios de Sustentabilidade. Além disso, a área também possui metas atreladas à remuneração em relação à redução do nível de perdas de água, que englobam todas as unidades do Ecossistema Aegea.
Gestão de Riscos e Oportunidades
A Aegea possui estrutura dedicada ao gerenciamento de riscos climáticos, integrada ao programa corporativo centralizado de gestão de riscos, que abrange todas as áreas da empresa e contempla diferentes fontes e tipos de risco. A Diretoria de Auditoria, Riscos e Controles Internos (DARC) é a responsável pelo mapeamento, avaliação e monitoramento destes riscos, e se reporta diretamente ao Comitê Estatutário de Auditoria, Riscos e Integridade, composto por membros do Conselho de Administração e, através deste comitê, se reporta para o Conselho de Administração, que supervisiona os riscos relacionadas às mudanças climáticas em reuniões do órgão e através do referido Comitê.
Essa abordagem garante que riscos e oportunidades climáticos sejam tratados de forma multidisciplinar e em conformidade com a política corporativa de gestão de riscos.
A Companhia adota metodologia de análise de riscos baseada na norma ISO 31000 – Gestão de Riscos e na metodologia do Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO), além de metodologias próprias para identificar, avaliar e mitigar riscos, acompanhando seus impactos e adotando medidas de prevenção de forma contínua. As análises qualitativas de cenários climáticos são elaboradas com base em modelos do IPCC, incluindo pelo menos um cenário de aquecimento de 2°C ou menos, de forma a identificar impactos e oportunidades. Esses cenários orientam a definição de estratégias e a priorização de ações de mitigação e adaptação.
Riscos físicos
Com base em cenários do IPCC, a Aegea monitora, principalmente, chuvas intensas, estiagem, enchentes, deslizamentos, descargas elétricas e eventos extremos como vendavais e ciclones. No longo prazo, os riscos envolvem a disponibilidade hídrica e a recarga dos mananciais. Para mitigar efeitos, a Companhia possui plano específico de adaptação aos riscos climáticos físicos em operações existentes e/ou nova, e mapeia e monitora os eventos que possam interferir nas operações, inclusive a longo prazo incluindo, mas não se limitando, as projeções de precipitação, temperatura, capacidade de recarga de água nos mananciais superficiais, aquíferos e bacias hidrográficas em comparação com a projeção e comportamento do consumo da população. A partir desse trabalho, são traçados planos de ação e investimentos, como a perfuração de poços, aumento da capacidade de reservação de água, transposição de bacias, desenvolvimento de fontes alternativas de energia, reforço de estruturas prediais, instalação de sistemas de backup dentre outros. A Companhia também possui projetos voltados para a preservação de bacias, recuperação de matas ciliares, de cabeceiras de rios e de mangues, de forma a tornar os habitats mais resilientes às mudanças climáticas. Os planos de ação do plano de adaptação são reportados ao Conselho de Administração. Do ponto de vista de planejamento financeiro, a Companhia possui também apólices de seguros com coberturas relacionadas aos riscos climáticos.
Riscos de transição
A companhia também se antecipa a riscos regulatórios, tecnológicos e de mercado relacionados à transição para a economia de baixo carbono, alinhando-se a tendências globais e fortalecendo sua competitividade.
Foi desenvolvido plano específico para adaptação a riscos climáticos físicos, aplicável tanto às operações existentes quanto a novos empreendimentos. Entre as medidas previstas estão:
- Reforço de infraestruturas para suportar eventos climáticos extremos;
- Otimização do uso e da captação de recursos hídricos;
- Investimentos em tecnologias que aumentem a eficiência e a resiliência operacional;
- Ações preventivas para assegurar a continuidade de serviços essenciais em cenários críticos.
Entre os riscos considerados estão os de natureza regulatória, legal, tecnológica, de mercado e reputacional, os quais a empresa endereça por meio da inovação e da aderência a tendências internacionais, como apresentado abaixo.
Regulatório |
|
Legal |
|
Reputacional |
|
Mercadológico |
|
Tecnológico |
|
Oportunidades
Ao mesmo tempo, a Companhia destaca oportunidades relacionadas a projetos de transição para uma economia de baixo carbono, como reuso de lodo, aproveitamento energético do biogás, redução do consumo de energético, redução das perdas de água e ampliação do fornecimento de água de reuso industrial. No longo prazo, incluem explorar fontes alternativas de captação de água, como projetos de dessalinização.
As oportunidades no curto e médio e longo prazo podem contribuir para a redução dos custos e despesas e para transição para uma economia de baixo carbono. As de longo prazo podem contribuir para o aumento da resiliência hídrica.
Programa de Valorização do Lodo
A Companhia tem avançado na gestão de resíduos, com foco no lodo gerado no tratamento de água e esgoto. Em 2024, iniciou parceria com a Organics para transformar o lodo da unidade MS Pantanal em fertilizante orgânico, destinando 20% da produção à recuperação de áreas degradadas, agricultura familiar e comunidades indígenas. A iniciativa reforça a economia circular, evita o descarte em aterros e contribui para a redução da pegada de carbono. Além disso, a empresa avalia projetos de baixo carbono, como o reaproveitamento energético do lodo e a geração de biogás e biometano.
Água de Reuso
Em 2024, a Aegea criou a Apura, nova unidade de negócios voltada ao desenvolvimento de soluções sustentáveis para a indústria. Entre as iniciativas, destacam-se os contratos de fornecimento de água de reuso para operações industriais da Petrobras e da Braskem, no Rio de Janeiro.
No Complexo de Energias Boaventura, da Petrobras, será implantado o maior projeto de reuso de água do país, economizando volume equivalente ao abastecimento de 600 mil pessoas e antecipando a cobertura de esgoto em São Gonçalo e Itaboraí. Já a parceria com a Braskem garantirá que 100% da demanda hídrica de sua unidade em Duque de Caxias seja atendida com água de reuso. Para isso, a Aegea, via Águas do Rio, antecipará em três anos investimentos em redes coletoras e estação de tratamento, beneficiando mais de 260 mil pessoas com acesso antecipado ao saneamento.
Compromisso Estratégico
Ao integrar a governança climática ao programa corporativo de gestão de riscos, estabelecer incentivos atrelados a resultados ambientais e implementar planos robustos de adaptação, a Aegea reforça sua capacidade de antecipar impactos, mitigar riscos e aproveitar oportunidades relacionadas à transição para uma economia de baixo carbono. Essas práticas mantêm a companhia alinhada às melhores referências internacionais, como as recomendações da TCFD.
A gestão de riscos é parte essencial da governança da Aegea, sustentando sua capacidade de garantir serviços de saneamento com qualidade, eficiência e responsabilidade socioambiental. Ao estruturar práticas de monitoramento e mitigação de riscos em todas as esferas de atuação, a companhia reforça seu compromisso com a transparência, a resiliência organizacional e a criação de valor sustentável para a sociedade e seus acionistas.
A Aegea adota um sistema robusto de gestão de riscos, amparado por uma Política de Gestão de Riscos aprovada pelo Conselho e alinhada à ISO 31000. Sua governança segue o modelo das três linhas de defesa: Propriedade de Risco Operacional (1ª linha), Gestão de Riscos e Supervisão de Conformidade (2ª linha) e Unidade de Auditoria Interna (3ª linha). Esse arcabouço é complementado por um Comitê de Auditoria, Riscos e Integridade dedicado, além de funções especializadas que apoiam todas as etapas do ciclo de gestão.
O processo de gestão abrange a identificação, análise, avaliação e tratamento dos riscos, com base em um catálogo corporativo que reúne 10 categorias principais e 40 tipos de riscos. Essas categorias contemplam:
- Compliance (fraude, corrupção, imagem e governança interna);
- Político/Regulatório (incertezas políticas, alterações contratuais e legislativas);
- Legal (processos judiciais e contratos de concessão);
- Pessoas (capacitação, sucessão, recrutamento e retenção);
- Operacional (gestão de ativos, insumos, processos e atendimento);
- Clientes (qualidade de atendimento e serviços);
- Financeiro, Contábil e Fiscal (receita, crédito, despesas não previstas);
- Tecnologia e Sistemas (incluindo riscos de segurança e privacidade da informação, indisponibilidade de sistemas e obsolescência tecnológica);
- Ambiental, Saúde e Segurança (danos ambientais, saúde ocupacional e impactos climáticos);
- Planejamento/Crescimento Estratégico (novos contratos, concorrência e due diligence).
Além de definir o apetite ao risco, o processo estabelece controles preventivos e protetivos, bem como planos de ação e contingência. Também descreve a exposição e as medidas mitigatórias para riscos específicos, como:
- Dano material a ativos operacionais, mitigado por programas de manutenção preventiva e monitoramento contínuo;
- Risco regulatório, mitigado por acompanhamento legislativo e interação proativa com órgãos reguladores.
A revisão da exposição aos riscos ocorre ao menos uma vez por ano, considerando informações operacionais e estratégicas, bem como insumos dos planos de ação das unidades e indicadores consolidados. Todo o processo é auditado periodicamente para garantir aderência à política e eficácia dos controles.
Para fortalecer a cultura de riscos, a Aegea promove treinamentos sobre princípios de gestão de riscos para toda a organização, integra critérios de risco no desenvolvimento de produtos e serviços e adota incentivos financeiros vinculados a métricas de gestão de riscos, alinhadas às metas estratégicas da alta liderança.
A Aegea tem como compromisso central aliar a universalização do saneamento à preservação dos recursos naturais, reconhecendo que a gestão ambiental é essencial para a sustentabilidade de longo prazo e para a geração de valor compartilhado. Com foco em práticas responsáveis e inovadoras, a companhia adota políticas, diretrizes e programas que garantem o cumprimento da legislação, a mitigação de impactos, o uso eficiente de recursos e o fortalecimento da economia circular, em alinhamento às melhores práticas nacionais e internacionais.
A Aegea possui um compromisso público e abrangente com a gestão ambiental, formalizado por sua Política de Sustentabilidade, pela Política e Manual de Meio Ambiente, Saúde e Segurança (EHS) e por Diretrizes Ambientais aplicáveis a todas as empresas e unidades do Grupo. Esse compromisso é supervisionado pelo Conselho de Administração, garantindo governança sólida e alinhamento estratégico.
As políticas estabelecem responsabilidades claras para a execução das diretrizes, incentivam a melhoria contínua do desempenho ambiental, definem metas para reduzir impactos e preveem a consulta a partes interessadas externas no desenvolvimento e implementação das ações. Também incluem treinamentos e campanhas de educação ambiental, a fim de que todos compreendam os impactos de suas atividades e atuem de forma responsável.
Entre as metas estratégicas, destacam-se a universalização do acesso ao saneamento básico em todos os contratos de concessão — contribuindo diretamente para a mitigação de impactos ambientais — e objetivos auditados publicamente para reduzir o consumo específico de energia. A Instrução Normativa do Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) estabelece procedimentos para minimizar a geração de resíduos, promover redução, reutilização e reciclagem, além de implementar o programa dos 5R’s (Repensar, Reduzir, Recusar, Reutilizar e Reciclar).
O Programa INTERAGE de Gestão de EHS é a principal plataforma da Aegea para integrar e padronizar as práticas de Meio Ambiente, Saúde e Segurança em todas as unidades de negócio. Um de seus pilares é o Sistema de Gestão Ambiental (SGA), que estabelece diretrizes e ferramentas alinhadas aos Padrões Internacionais de Desempenho do IFC, à Política Nacional de Meio Ambiente, a resoluções do CONAMA, aos Princípios do Equador e a outras normas aplicáveis.
Esse sistema orienta a gestão ambiental de forma estruturada e inclui:
- Identificação, avaliação e monitoramento de aspectos e impactos ambientais;
- Comunicação e investigação de acidentes e incidentes ambientais;
- Controle e gestão de documentos, licenças e autorizações ambientais;
- Diretrizes para captação, tratamento e distribuição de água;
- Diretrizes para tratamento e destinação de efluentes;
- Inventário e gestão de resíduos sólidos;
- Inventário de emissões de gases de efeito estufa;
- Proteção da biodiversidade e mapeamento de áreas sensíveis;
- Planos de ação em recuperação ambiental e alteração de uso do solo;
- Programas de educação e conscientização, como o Ambiente-se.
O INTERAGE também incorpora mecanismos de monitoramento contínuo, indicadores-chave de desempenho (KPIs) e auditorias internas para avaliar a conformidade com os padrões definidos.
No que diz respeito à verificação dos sistemas de gestão, a Aegea conta com um total de 56 Unidades de Negócio, sendo 10 certificadas pela ISO 9001:2015 (18% de cobertura) e 7 certificadas pela ISO 14001:2015 (13% de cobertura), além de realizar auditorias internas anuais para assegurar conformidade e promover a melhoria contínua.
Gestão de Resíduos
A gestão de resíduos em nossas operações é um processo cuidadosamente estruturado, que se inicia com a identificação das fontes de geração e o levantamento dos principais resíduos produzidos. Em seguida, definimos os locais adequados para o armazenamento, garantindo condições de acondicionamento que minimizem os riscos ambientais. A etapa final compreende o transporte e a disposição final dos resíduos, seguindo rigorosamente as normas e regulamentações ambientais.
Os impactos que buscamos mitigar estão diretamente relacionados aos resíduos gerados em nossos processos e atividades. Ao implementar práticas eficazes de gestão, garantimos que a destinação seja realizada de forma responsável, minimizando os impactos negativos ao meio ambiente e à saúde pública.
Além disso, a empresa possui Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), que orienta quanto à Gestão dos Resíduos Sólidos por meio da identificação, quantificação e monitoramento dos resíduos gerados pelas operações e estimula que sejam implementados programas de redução de geração de resíduos, por meio do programa 5R’s que consiste em: Repensar, Reduzir, Recusar, Reutilizar e Reciclar (quando possível), visando à redução na fonte geradora, incluindo investimentos em inovação e P&D voltados à redução do impacto ambiental e treinamentos aos colaboradores, incentivando a adoção de práticas de redução de resíduos e integrando os programas de reciclagem como, por exemplo, o programa de Valorização do Lodo, que permite a circularidade dos nutrientes como também evita o envio do lodo para aterros sanitários. Outro programa de reciclagem é o De Olho no Óleo, projeto que conscientiza a população sobre a destinação correta do óleo de cozinha, alertando sobre os danos que o descarte inadequado causa na rede de esgoto. Em 13 anos, com apoio e parcerias com outras empresas, a Companhia já arrecadou 47.820 litros de óleo. Demais resultados deste programa podem ser encontrados aqui.
Com o objetivo de promover a educação e a conscientização ambiental, foi lançada, em 2024, a nova Diretriz Ambiental Corporativa, denominada Programa Ambiente-se, que estabelece diretrizes para a adoção, implementação e incorporação de boas práticas ambientais, além de fomentar a educação voltada à preservação do meio ambiente. A iniciativa também orienta sobre o gerenciamento adequado dos resíduos sólidos administrativos, incentivando a segregação e a redução na geração, em alinhamento aos princípios de sustentabilidade e responsabilidade corporativa.
A Regenera Cariri, concessão para manejo de resíduos sólidos marca nosso primeiro projeto nesse segmento. As operações beneficiarão mais de 350 mil pessoas, com a expectativa de desativação de nove lixões, que serão substituídos por um aterro sanitário. Esse novo sistema atenderá os nove municípios da região metropolitana do Cariri (CE) incluídos na concorrência: Altaneira, Barbalha, Crato, Caririaçu, Farias Brito, Jardim, Missão Velha, Nova Olinda e Santana do Cariri. Com um contrato de 30 anos, a Regenera Cariri promoverá o desenvolvimento regional e trará benefícios socioambientais significativos. Com foco no gerenciamento de resíduos, incentivando a reciclagem, o reaproveitamento e a destinação adequada dos materiais descartados, prevê a implantação de nove Centrais Municipais de Reciclagem, três unidades de transbordo de resíduos e equipamentos dedicados ao tratamento de resíduos, incluindo compostagem, um aterro sanitário e um Centro de Educação Ambiental. Essas iniciativas reforçam o compromisso com a sustentabilidade e a melhoria da qualidade de vida da população local, promovendo um modelo de gestão ambiental mais eficiente e responsável.
Engajamento de Stakeholders
Integrada a esse contexto, a Aegea adota a Instrução Normativa de Procedimento de Engajamento de Partes Interessadas, que estabelece a sistemática para identificação, consulta, participação e acompanhamento das partes interessadas em todas as unidades de negócio do Grupo. Essa diretriz, parte integrante do Programa INTERAGE, está alinhada à Política de Sustentabilidade, às normas internas de responsabilidade social e aos padrões internacionais de desempenho socioambiental.
O procedimento garante a identificação das comunidades afetadas e de todo o conjunto de partes interessadas locais, incluindo grupos vulneráveis, como parte do processo de mapeamento. A estratégia de engajamento inclui obrigatoriamente stakeholders locais, com atenção à diversidade e à equidade de participação, e prevê um mecanismo formal de recebimento e resposta a reclamações e queixas das comunidades, conforme as diretrizes corporativas.
O escopo da norma abrange todas as operações próprias, com responsabilidades definidas para gestores de cada unidade e para a equipe corporativa de Responsabilidade Social. A gestão executiva da política é conduzida por área específica, garantindo recursos, padronização e registro das interações, bem como a elaboração contínua de relatórios às comunidades afetadas.
As atividades de engajamento são conduzidas de forma livre de manipulação, coerção ou intimidação, com linguagem e formato adequados ao perfil socioeconômico dos públicos envolvidos. Nos casos que envolvem comunidades tradicionais ou povos indígenas, há protocolos específicos para consulta e comunicação, assegurando o respeito à legislação e aos direitos dessas populações.
Complementarmente, desde 2020, a companhia conduz pesquisas anuais de satisfação de clientes, com o objetivo de avaliar a percepção da população em relação aos serviços prestados pelas unidades de negócio. Os resultados compõem uma base de dados que apoia o acompanhamento das entregas e impulsiona a melhoria contínua dos serviços. Essa pesquisa também atua como ferramenta de monitoramento da Licença Social para Operar, captando a visão dos cidadãos sobre o fornecimento de água, a coleta e o tratamento de esgoto, bem como sobre a qualidade do atendimento. Em 2024, foram realizadas mais de 25 mil entrevistas, abrangendo uma amostra representativa da população atendida.
Essa estrutura integrada de gestão ambiental e engajamento fortalece a transparência, a confiança e o diálogo contínuo com stakeholders, reforçando o compromisso da Aegea com a sustentabilidade, a preservação dos recursos naturais e a promoção de uma economia circular, em consonância com as melhores práticas internacionais.
A Aegea entende que a gestão eficiente da água é um dos pilares para garantir a sustentabilidade do saneamento e a preservação dos recursos naturais. Diante dos desafios relacionados à escassez hídrica e às mudanças climáticas, a companhia adota iniciativas inovadoras e estruturadas que buscam reduzir perdas, ampliar o reuso e promover o uso racional da água em todas as suas operações. Esse compromisso reforça a responsabilidade da Aegea na proteção dos mananciais, na segurança hídrica das comunidades e no alinhamento às melhores práticas globais do setor.
A Companhia desenvolve programas consistentes de gestão da eficiência hídrica, alinhados ao seu compromisso com a sustentabilidade e a preservação dos recursos naturais. Essas iniciativas envolvem a avaliação sistemática do uso da água para identificar oportunidades de melhoria e a implementação de ações concretas voltadas à redução das perdas (consumo total) e à otimização dos processos operacionais.
Entre as principais frentes de atuação, destacam-se as ações para aprimorar a qualidade das águas residuais, o estabelecimento de metas específicas de redução de perdas e a adoção de soluções de reciclagem e reúso. Essas medidas contribuem para aliviar a pressão sobre mananciais e fortalecer a segurança hídrica nas regiões em que a companhia atua.
Os programas abrangem, ainda, melhorias na coleta e distribuição, iniciativas para redução de perdas e a ampliação do abastecimento com água de reúso — um componente estratégico, considerando que o saneamento básico é o serviço essencial prestado pela Aegea. Projetos como o Gaslub, entre outras iniciativas industriais, exemplificam a capacidade da empresa de fornecer água de reúso em grande escala, liberando água potável para consumo humano e evitando a concorrência com o abastecimento da população.
O investimento contínuo em treinamento e capacitação também é prioridade. A Academia Aegea oferece cursos especializados em Gestão de Perdas no Saneamento, promovendo a conscientização e o engajamento dos colaboradores.
Com essa abordagem, a Aegea consolida seu papel como agente ativo na promoção da eficiência hídrica, unindo inovação tecnológica, gestão estratégica e responsabilidade socioambiental para assegurar a disponibilidade de água para as futuras gerações.
A Aegea entende que seu maior ativo são as pessoas e, por isso, estrutura políticas e programas voltados à valorização, ao desenvolvimento e ao bem-estar de seus colaboradores. A companhia adota práticas de gestão que asseguram condições de trabalho justas, inclusivas e seguras, além de promover oportunidades de crescimento profissional alinhadas ao propósito de transformar a vida das pessoas por meio do saneamento. Essa abordagem fortalece a cultura organizacional, estimula a liderança responsável e garante que os valores da Aegea se reflitam em toda a sua cadeia de valor.
A Política de Gestão de Pessoas da Aegea define diretrizes para assegurar práticas trabalhistas justas, transparentes e alinhadas aos valores e ao propósito da companhia. Entre seus princípios, estão o pagamento de salários competitivos e compatíveis com o mercado, a prevenção de jornadas excessivas, o respeito aos limites máximos de horas de trabalho e a garantia de férias anuais remuneradas, bem como do pagamento de horas extras realizadas.
A política também estabelece o compromisso de prevenir o trabalho forçado, o trabalho infantil e qualquer forma de discriminação, reforçando a promoção de um ambiente de trabalho ético, inclusivo e respeitoso. Além disso, assegura a igualdade de remuneração entre homens e mulheres, por meio do monitoramento contínuo da disparidade salarial de gênero, e amplia a cobertura de proteção social para além dos programas públicos. Prevê, ainda, períodos mínimos de consulta ou aviso prévio em casos de rescisões coletivas nas operações próprias.
A gestão de pessoas envolve o controle das horas trabalhadas e do pagamento de horas extras, a manutenção de um diálogo constante com representantes dos trabalhadores sobre condições laborais e o compromisso de garantir que 100% dos empregados sejam representados por sindicatos independentes ou abrangidos por acordos de negociação coletiva.
Por meio de seus programas, a Aegea reafirma o compromisso com o respeito aos direitos trabalhistas, promovendo condições dignas de trabalho, oportunidades de desenvolvimento profissional e um ambiente organizacional seguro e inclusivo.
Esse compromisso também se estende às empresas contratadas e prestadores de serviços, que devem seguir requisitos claros definidos na Instrução Normativa Premissas de Segurança, Saúde Ocupacional e Meio Ambiente para Empresas Contratadas Prestadoras de Serviços, e seus anexos, integrantes do Programa INTERAGE de Gestão de EHS da Companhia. Tais requisitos incluem conformidade com normas nacionais e internacionais de Segurança, Saúde Ocupacional e Meio Ambiente, condições adequadas de trabalho e alojamento, prevenção de violações de direitos humanos e realização de treinamentos periódicos. A Aegea conduz avaliações de riscos em direitos humanos proativas e assegura que critérios de respeito aos direitos humanos sejam incorporados nos contratos, reforçando que toda a cadeia de valor atue de forma responsável e alinhada aos seus princípios.
Plano de Desenvolvimento Individual
O Ciclo de Gestão de Pessoas avalia a aderência dos gestores aos comportamentos desejados da cultura da Companhia. As avaliações de desempenho individuais realizadas consideram diferentes dimensões, como gestão por objetivos, avaliação multidimensional (feedback 180° e 360°) e avaliações em equipe, e são realizadas ao menos uma vez por ano. O participante recebe feedbacks e desenha trilhas de conhecimento com objetivos próprios para desenvolver novas competências. Em 2024, foram criados mais de mil PDIs.
O Programa Evoluir tem como propósito formar novos líderes para que sejam protagonistas na evolução cultural do desenvolvimento de times, fortalecendo a estratégia do negócio com foco nos comportamentos desejados. Em 2024, mais de 1.400 líderes, desde supervisores até diretores, participaram da iniciativa.
A Aegea reconhece a importância crescente da proteção de dados no setor de saneamento, em um contexto de digitalização de processos e ampliação do uso de tecnologias para gestão e operação dos serviços. A segurança da informação é tratada como pilar estratégico da companhia, assegurando a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade dos dados, além de reforçar a confiança de clientes, parceiros, investidores e da sociedade em suas operações.
A Aegea mantém práticas consistentes e estruturadas para garantir a segurança da informação, protegendo dados sensíveis e assegurando a continuidade confiável de suas operações. A governança desse tema envolve supervisão em nível de Conselho, com suporte de um comitê ligado à diretoria e a participação de, no mínimo, um conselheiro com experiência comprovada no assunto. No âmbito executivo, a responsabilidade recai sobre o Diretor de Tecnologia, assegurando a integração entre as diretrizes estratégicas e as soluções técnicas.
A Política de Segurança da Informação formaliza o compromisso da companhia com a melhoria contínua de seus mecanismos de proteção, contemplando integridade e confidencialidade dos dados, monitoramento ativo e resposta a ameaças, atribuição de responsabilidades claras para todos os colaboradores e definição de critérios de segurança aplicáveis a fornecedores e parceiros.
O Programa de Gestão de Segurança da Informação inclui ações como:
- Análises periódicas de vulnerabilidades;
- Auditorias internas da infraestrutura de TI e dos sistemas de gestão da segurança da informação;
- Auditorias externas independentes em Tecnologia da Informação e Cibersegurança;
- Procedimento formal de escalonamento para registro de incidentes, identificação de vulnerabilidades ou reporte de atividades suspeitas;
- Treinamentos de conscientização voltados a todos os colaboradores;
- Divulgação pública do total de violações de segurança registradas no exercício fiscal mais recente.
Com essa abordagem integrada, a segurança da informação se consolida como parte essencial da governança corporativa, apoiada por políticas, procedimentos e controles que protegem ativos estratégicos, minimizam riscos e reforçam a credibilidade da empresa perante clientes, parceiros e demais públicos de interesse.
topo